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O Modelo de Substituição De Importações

Pau-Brasil . Açúcar.  Tabaco. Algodão.  Café.  Borracha. Yes  , nós  temos bananas. A economia brasileira caracterizou-se, até  a década  de 1930, por um modelo agroexportador, que vendia matérias-primas e generosos tropicais e comprava grande parte dos produtos industrializados da Inglaterra, Estados Unidos, Alemanha e outro países  europeus. Apesar no crescimento industrial verificado a partir do final do século  XIX, o carro chefe da economia nacional continuava a ser a agricultura, liderada pela produção  cafeeira. A crise de 1929, e a consequente retração do mercado externo, obrigou o governo brasileiro  a soltar-se para o interior, estimulando novas atividades produtivas que pudessem substituir, gradativamente,  as importações.  Mas foi a partir de 1937, com o Estado Novo, que foram dados os passos decisivos para a implantação do modelo de substituição de importações.  Ou seja, por meio de uma deliberada intervenção  econômica,  o econômica,  o Estado restringiu a importação  de bens de consumo não  duráveis  (alimentos, bebidas) e estimulou a importação  de bens de produção (máquinas,  equipamentos) e bens de consumo duráveis  (automóveis,  caminhões).

A Guerra Fria


Nos filmes de James Bons, na década  de 1960 , o sedutor agente de 1960, o sedutor agente 007 usava smoking , cabelos  alinhados e alta tecnologia em defesa das potências  ocidentais. As mulheres, as bondgirls, caíam  aos seus pés.  O agente secreto de "Sua Majestade" , a rainha da Inglaterra, era elegante, inteligente e raramente suava para defender o mundo ocidental contra o "monstro soviético "  Seu criador , Iam Fleming , foi agente do serviço  secreto em Moscou nos anos 1950 e, em seus livros adaptados para o  cinema,  criou a imagem que as potências  ocidentais gostariam de transmitir ao mundo. O ocidente era inteligente, sedutor, e elegante, enquanto os russos, do outro lado, eram cruéis,  grosseiros e feios. Os soviéticos,  por sua vez,  pintavam uma vida brilhante e coletivismo no socialismo, em que o trabalhador era o Centro das atenções, como na escultura de Vera Mukhina, que parece buscar a grandeza do trabalhador como símbolo da nação.  Não  existiam problemas de moradia, educação  e emprego , enquanto no capitalismo os privilégios de alguns significaria a miséria da maioria. No entanto, transição  democrática ainda era incerta. Desde o início das manifestações  contra a ditadura, em 1943 , ocorreram diversos conflitos , entre cidadãos  e policiais, e prisões de lideranças políticas . Mesmo Assim, Getúlio Vargas prometia a democracia e afirmava que não  concorrerão à  presidência  nas eleições agora marcadas para dezembro de 1945. Mas suas declarações eram recebidas com.muita desconfiança.  "Lembrai-Voz de 37". Esse era o slogan da forte campanha oposicionista da UDN. Como naquela ocasião,  temia-se um golpe de Getúlio.  A oposição  tentativa antecipar-se ao ditador.

A Classe Dos Répteis

A classe dos répteis está representada por mais de 6 mil espécies atuais. No entanto, eles foram os animais terrestres dominantes na era Mesozóica,  a chamada "era dos répteis", que durou cerca de 180 milhões de anos e que terminou há 65 milhões de anos. Nesse muito remoto passado da história da vida na Terra, surgiram diferentes linhas evolutivas dos chamados dinossauros, comprovadas por um enorme numero de fósseis continuamente enriquecido com novos achados. Museus, filmes, revistas e outros meios de informação divulgam com muito entusiasmo qualquer descoberta relacionada a esses fascinantes - e nem sempre gigantes - "monstros" do passado. Os répteis representam o primeiro grupo de vertebrados bem-sucedidos na conquista efetiva do meio terrestre, o que se deveu a várias importantes adaptações. A pele é seca , sem glândulas e completamente impermeável, com a camada externa, de escamas ou placas córneas, formada por uma proteína, a queratina. A respiração é exclusivamente pulmonar mesmo nas espécies aquáticas, e os pulmões são muito eficientes do que os dos anfíbios, pois apresentam alvéolos complexos, com grande superfície para trocas de gases. Além disso, os répteis tem fecundação interna e , na grande maioria, são ovíparos, produzindo o chamado ovo terrestre, pois sua reprodução não depende mais do meio aquático , como em peixes e anfíbios. Uma importante adaptação bioquímica à vida terrestre é a eliminação de acido úrico (uricotelismo) como principal excreta nitrogenado , sob a forma de uma pasta brancos amarelada. O ácido úrico, insolúvel em água, requer minima quantidade de água para ser eliminado, ao contrário da uréia, muito solúvel , que é excretada dissolvida em grande volume de líquido. Isso proporciona uma vantajosa dissolvida em grande volume de liquido. Isso proporciona uma vantajosa economia de água para os animais terrestres, sempre sujeitos à desidratação.

A Velocidade e o Sentido da Condução


As substâncias orgânicas deslocam-se no floema (líber) com maior velocidade durante as horas de luz, embora esse fluxo seja contínuo dia e noite. Foram medidas velocidades de deslocamento de 10 e 100 cm por hora. Tais valores , altos, mostram que o fluxo não depende apenas da gravidade e da difusão. Durante o outono, com a queda das folhas , não se constata o gradiente de concentração de açúcares ao longo do caule. Na primavera, quando se inicia o brotamento das gemas dormentes, as plantas gastam as substâncias de reserva armazenadas nas raízes , nos rizomas e nos tubérculos. Com isso, à medida que os açúcares vão se solubilizado , a pressão osmótica nesses órgãos de armazenamento é maior do que nas gemas. Nestas, há grande consumo de açúcares para o crescimento das novas folhas e a pressão osmótica é pequena. Dá-se, então , o fluxo de seiva elaborada no sentido ascendente. A hidroponia é uma técnica de cultivo de plantas herbáceas na qual as raízes são mantidas mergulhadas numa solução nutritiva , com taxas balanceadas de sais. Essa solução circula em canaletas, com cascalho fino e areia , onde se desenvolvem as raízes , ficando as pequenas mudas fixas em suportes. A hidroponia tem mostrado importância comercial especialmente no cultivo de verduras e hortaliças , caso da alface e do tomate. Uma das vantagens da hidroponia é, entre outras, a obtenção de plantas mais vigorosas , sem parasitas ou deficiências minerais e com maior produtividade. Em muitos lugares do mundo há fazendas hidropônicas mantidas até desertos ( Israel, México, Colorado- EUA) . A técnica é também usada com plantas ornamentais na decoração de interiores. Nas viagens espaciais, esse recurso poderá ser de grande valia para a obtenção de alimentos frescos, usando pouco espaço e sem necessidade de solo.

A Absorção de Água E Sais


Os nutrientes minerais presentes no solo são absorvidos pelas plantas em solução aquosa, por meio dos pêlos absorventes. Eles são longas expansões filamentares das próprias células epidérmicas da raiz na zona pilífera. São, portanto, unicelulares e estendem-se em grande área de solo junto à planta , infiltrando-se nos espaços microscópicos entre as partículas. Sabemos hoje que em plantas herbáceas as regiões mais velhas das raízes também fazem uma grande absorção de água, o mesmo acontecendo em zonas parcialmente suberificadas das raízes de arbustos e árvores. Feita a absorção pela epiderme da raiz, na zona pilífera ou não, as soluções com os solutos minerais , podem seguir dois caminhos até o lenho, onde iniciam um deslocamento vertical para chegar à copa: 

a) Através de espaços intercelulares (meatos) , as soluções atingem as células de passagem da endoderme e daí o lenho. Esse trajeto é mais rápido e direto; 

b) pela passagem de célula para célula pelas paredes e através dos plasmodesmos até a endoderme e daí para o lenho. Esse percurso , atravessando membranas, é mais demorado e depende de osmose e transporte ativo. 

Poderia parecer vantajoso que a planta tivesse apenas tecidos mortos superficiais para absorver mais rapidamente. No entanto , o percurso mais demorado garante uma melhor filtragem e, portanto, maior seletividade de substâncias que podem chegar aos demais tecidos da planta.

Os Reflexos


Você certamente já viu que , fazendo incidir um feixe de luz no olho, reduz-se rapidamente o diâmetro da pupila por contração do músculo esfíncter da íris; a brusca chegada de um objeto perto do olho faz a pessoa piscar , e uma pancada sob a patela (antiga rótula), no joelho, provoca contração da perna , que é "chutada" para a frente. Sabemos que um gato, jogado para o alto, de ventre para cima , torce-se rapidamente e cai em posição normal. Um recém-nascido é capaz de se manter pendurado pelas mãos , segurando firme os dedos do médico, quando levantado lentamente. Quando , distribuidamente , tocamos a mão em algo muito quente, há uma retração brusca até o braço todo, como uma forma de proteção. Estamos falando de reflexos , e o que há em comum neles é o fato de serem involuntários. Os reflexos são, portanto, atos involuntários, rápidos , conscientes ou não, que visam a uma proteção ou adaptação do organismo, quando este recebe um estímulo periférico.  Eles ocorrem por estimulação física ou química e dependem de uma série de estruturas para que se efetive a reação ou mão reflexa. Essas estruturas constituem o arco reflexo simples. São elas:

a) receptores na pele, nas mucosas, nos tendões , nos músculos;

b) nervo aferente ou sensitivo , que leva o impulso nervoso até um centro nervoso;

c) centro nervoso , coordenador , que pode ser o encéfalo ou a medula espinhal;

d) Nervo eferente ou motor, que leva o impulso nervoso para um órgãos efetuador;

e) órgão efetuador, glândula ou músculo, que reage caracterizando o ato ou ação reflexa.

É claro que a ação reflexa é mais ou menos bem localizada em função da região que recebe estímulo. O arco reflexo simples tem como centro nervoso a medula e, portanto, o ato ou a ação reflexa não depende do cérebro . Isso acontece com o reflexo do tendão da patela , o chamado patelar. Em animais de laboratório , a secção do nervo sensitivo que entra pela região dorsal da medula determina a perda de reflexos , pois o impulso nervoso não chega ao centro coordenador. A secção do nervo motor que sai da região ventral da medula não afeta a sensibilidade nem gera dor na região estimulada , mas há total incapacidade de resposta , ocorrendo uma paralisia. Lesões traumáticas dos centros cerebrais ou medulares também incapacitam o indivíduo para reagir . É por isso que, quando há suspeita de grave lesão neurológica, faz-se o exame de reflexo pupilar.

Hierarquia de Dominância: Aves


Na prática, depois de um certo tempo de testes , o resultado é que uma ave sabe perfeitamente qual ela poderá bicar e de qual ela deverá fugir , ao ser ameaçada. Uma vez estalecidos os níveis de todos os indivíduos do grupo, praticamente cessam as agressões e são muito raras as tentativas de ascensão na escala. A chegada de uma nova franga no grupo desencadeia uma nova sessão de testes de bicadas , até que ela encontre o seu exato lugar em relação às outras. Na realidade, a "hierarquia de dominância", mais especificamente a "hierarquia das bicadas" , leva a uma ordem social que reduz ao mínimo os conflitos , evitando para todos um estado de tensão pelas disputas constantes e o desperdício de energia. Com isso é também bastante diminuindo o risco de ferimentos que poderiam afetar mais seriamente os animais.

Fósseis


Chamamos de fóssil os restos de seres vivos de épocas passadas ou qualquer vestígio deixado por eles : pegadas , trilhas , túneis(feitos por vermes marinhos), etc. Um fóssil só se forma em condições muito especiais, pois , normalmente , um cadáver é comido por animais ou decomposto por fungos e bactérias. Os tecidos moles têm mais chance de serem comidos e decompõem-se mais rapidamente que as partes duras (ossos, conchas , etc.) ; estas , portanto, apresentam mais chance de formarem fósseis. Seja como for, só haverá fossilização se a morte do organismo ocorrer em condições que favoreçam esse fenômeno. Os fósseis podem se formar com mais facilidade quando um animal é soterrado por sedimentos no fundo de lagos e mares ou leito de rios. Com tempo , os sedimentos se compactam e formam rochas. Às vezes , as partes do corpo são substituídas por minerais, e sua forma original é preservada. Em outras vezes, o organismo é completamente destruído , mas sua marca ou seu molde fica esculpido na rocha. São raros os casos em que um organismo fica intacto, como aconteceu com os mamutes - com a carne e a pele preservadas - soterrados nas geleiras da Sibéria ou com insetos presos na resina de pinheiros. Em resina fossilizada, chamada âmbar , podemos encontrar insetos de milhões de anos. Como se vê, a probabilidade de se formarem fósseis é muito baixa. Além disso, muitos fósseis podem ser naturalmente destruídos por agentes erosivos. Tudo isso faz com que registro fóssil da evolução de uma espécie seja muito falho e incompleto.

A Regulação do Ritmo Respiratório


Nas artérias carótidas e na aorta existem regiões com receptores nervosos sensíveis a variações das taxas de gases no sangue. Se houver uma grande queda de 02  no sangue , esses receptores mandam impulsos ao centro respiratório, localizado no bulbo , que envia estímulos aos músculos intercostais e ao diafragma , apara acelerar o ritmo dos movimentos respiratórios , melhorando o suprimento de O2 nos tecidos. Outro mecanismo , prioritário,  funciona por estímulo direto do centro respiratório , que é muito sensível a variações da tensão de CO2 do sangue que circula pelo bulbo (parece que o CO2 atua pelo aumento da taxa de H+). Se essa tensão é alta , o centro respiratório envia impulsos nervosos para acelerar os movimentos respiratórios. Isso acontece , por exemplo, quando ficamos ofegantes , durante ou após um exercício intenso . Esse mecanismo reflexo de regulação explica, por exemplo, o risco de afogamento em pessoas não-treinadas, que inspiram profundamente várias vezes (hiperventilação) antes de um mergulho. Isso pode causar tonturas e até perda da consciência, pois a grande redução de CO2 no sangue passa a estimular bem menos o centro respiratório. Claro está que esse mecanismo reflexo é involuntário, embora a respiração também possa ser controlada voluntariamente , o que é muito importante para atletas , cantores , oradores etc.

A Fotossíntese


A fotossíntese é o processo nutritivo fundamental dos vegetais , ocorrendo também nas algas e em muitas bactérias. Consiste basicamente na produção de substâncias orgânicas (carboidratos) a partir de CO2 , H2O e energia luminosa. As clorofilas a e b , presentes nos cloroplastos dos parênquimas das folhas , são os pigmentos responsáveis pela captação da energia da luz solar. Nesses cloroplastos existem ainda pigmentos auxiliares , que absorvem determinados comprimentos de onda, transferindo energia para as clorofilas. Como já vimos na Citologia , é nos grana, distribuídos no interior dos cloroplastos , que se concentram as clorofilas, realizando-se aí as inúmeras e complexas reações  de transformações energéticas. Assim, a energia luminosa absorvida é retida sob a forma de energia química potencial , nas moléculas dos carboidratos sintetizados. A glicose (solúvel) produzida pode, então, sair das células clorofiladas; ela é transportada para os diferentes órgãos da planta , onde é consumida ou transformada em amido (insolúvel), que é armazenado sob a forma de grãos nos parênquimas amilíferos. Nesta parte trataremos apenas da reação geral da fotossíntese , uma vez que as várias etapas bioquímicas envolvidas nesse complexo processo já foram estudadas em Citologia.  Sabemos que o oxigênio liberado na fotossíntese provém da água , pois, fornecendo-se à planta moléculas de água com oxigênio marcado (isótopo radioativo), verifica-se que é o oxigênio marcado que a planta elimina. Se o O2 provém da água, são necessárias , então, duas moléculas de água para produzir uma de oxigênio .

Os Liquens


Os liquens são organismos resultantes da associação do tipo mutualismo entre fungos e algas unicelulares . Tradicionalmente , fala-se em simbiose entre fungos e algas. O fungo, geralmente um ascomiceto , é o chamado micobionte, heterótrofo, que predomina na associação. O organismo fotossintetizante , unicelular , chamado ficobionte, é uma alga verde ou uma cianobactéria. A associação é tão íntima e equilibrada que durante muito tempo os liquens foram considerados vegetais , pois pareciam um único tipo de organismo. Eles crescem em ambientes onde normalmente fungo ou alga não sobreviveriam independentemente, por exemplo em regiões muito frias ou ambientes terrestres relativamente secos. Quanto às substâncias nutritivas , a alga cede ao fungo produtos da fotossíntese, recebendo em troca sais minerais. Os liquens crescem sobre troncos de árvores , rochas e no solo. Nas tundras canadenses, onde cobrem extensas áreas , são o principal alimento das renas durante rigorosos meses de inverno. Eles são pioneiros nas sucessões ecológicas, por provocam a lenta erosão de rochas e solos duros , preparando o terreno para o crescimento dos primeiros vegetais. Embora muito resistentes à dessecação sob sol forte, eles são muito  sensíveis à poluição ambiental , pois absorvem com facilidade vapor d'água e íons em solução , como exemplo, mínimos traços de poluentes. Servem , portanto, como bons indicadores da qualidade do ar.


Enxertos


O enxerto é o meio mais largamente empregado de propagação da maioria das plantas frutíferas selecionadas, com as qualidades que mais interessam aos produtores. Quando obtidos de uma mesma planta-mãe, todos os enxertos são clones e, portanto, geneticamente idênticos. É por esse meio que podemos obter pomares inteiros ou cultivos em larga escala de uma única variedade de planta.  Os enxertos são de grande valia para a manutenção de espécies incapazes de formar sementes e, portanto, sem condições de reprodução sexuada. As plantas obtidas por enxertos entram em fase de floração e, consequentemente, de frutificação , até anos antes das mudas originadas por sementes. Outra vantagem dos enxertos é que através deles podem ser selecionadas e mantidas plantas de alta produtividade , mas que não se adaptariam a um determinado ambiente (solo , clima). É comum ouvirmos algumas pessoas falarem de enxertos como se eles fossem um meio de obtenção de novas variedades de plantas, o que é completamente errado. A enxertia é uma técnica bastante antiga, na qual escolhemos uma planta de boa qualidade , que queremos multiplicar , e da qual cortamos vários pequenos ramos ou simplesmente as gemas. Este material é então ligado a uma planta já enraizada , chamada cavalo ou porta-enxerto , resistente a pragas e às condições do solo. Um enxerto deve ser feito com espécies de um mesmo gênero ou , de preferência , com diferentes variedades de uma espécie. Além disso, essas plantas devem ter o ramo enxertado e o porta-enxerto de mesma espessura e consistência, para que a cicatrização e a "pega" sejam mais fáceis. Os mais comuns tipos de técnicas de enxertia são a borbulhia (escudo) , a garfagem e a encostia . Na borbulhia, corta-se um pedaço da casca com uma gema, que é encaixada numa fenda em T, feita na casca do porta-enxerto. O conjunto é amarrado com uma fita.  Na garfagem, corta-se um ramo com duas ou três gemas, que é descascado com dois cortes oblíquos e encaixado numa fenda do porta-enxerto. Na encostia, o ramo a ser enxertado é cortado obliquamente, para ter uma boa superfície de contato, e é amarrado num corte de mesmo tamanho feito no porta-enxerto.


Vantagens Da Reprodução Sexuada

A longo prazo , a reprodução sexuada ajuda as espécies a se espalharem por uma diversidade de ambientes: um indivíduo menos adaptado a determinado ambiente pode ser mais adaptado a outro. Embora isso explique por que o sexo é útil para uma espécie a longo prazo , ainda são discutidas quais são as suas vantagens para o indivíduo e seus descendentes imediatos . Em outras palavras, é preciso verificar que vantagens a reprodução sexuada confere no curto prazo. Afinal, devemos lembrar que a reprodução assexuada é mais rápida e consome menos energia e tempo do que a sexuada, visto que, nesta , os indivíduos precisam produzir gametas, achar parceiros e só depois originar filhos (geralmente em menor quantidade que na reprodução assexuada). Alguns cientistas defendem a tese de que a reprodução sexuada é uma proteção contra parasitas (organismos- vírus, bactérias , fungos , etc. - que vivem no corpo de outro organismo - o hospedeiro-, retirando alimento e provocando doenças). Cada parasita adaptado a um tipo de hospedeiro. Para um vírus penetrar em uma célula tem de haver um encaixe entre a sua proteína e as da membrana da célula atacada. A proteína do vírus funciona como uma chave, capaz de abrir apenas um tipo de fechadura. A vantagem da reprodução sexuada está em produzir indivíduos geneticamente diferentes, dos quais alguns possuirão proteínas que não se encaixam nas do parasita e este não conseguirá penetrar nas células . A sua "chave" não se encaixa mais na "fechadura" do hospedeiro. Assim, a reprodução sexuada produz indivíduos mais resistentes às doenças que atacavam seus pais. Uma observação que parece apoiar essa hipótese é que espécies que se reproduzem sexuadamente são mais resistentes à invasão de parasitas que espécies assexuadas. Por exemplo, no Chile, um fungo quase exterminou uma espécie de amora silvestre , que se reproduzia assexuadamente, mas não teve muito efeito sobre a espécie sexuada.


Sanduíche De Música E Literatura


Para termos uma ideia do que faz a indústria cultural, vamos tomar como exemplo uma música erudita e examinar como a massificação transforma um prato original, rico e saboroso em apenas um ingrediente de um grande sanduíche, distribuído nos quatro cantos do mundo. É a obra de arte transformada numa mercadoria sem qualidade. Podemos ver e ouvir a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP) interpretando uma obra de Mozart ou de qualquer outro autor erudito , com todos os instrumentos , para que ela seja fruída em seu máximo esplendor. Mas , se essa mesma obra for filmada e exibida no cinema com todos os seus componentes, a experiência de quem assiste a ela será diferente. E a sensação será outra se a mesma apresentação for assistida em casa, em DVD. Muitas pessoas não apreciam música erudita , pois normalmente a obra é longa , mas gostam de um ou outro trecho mais conhecido. Podem então ouvir no rádio ou comprar um CD com uma parte da obra, mas não toda ela. Temos aí mais um corte das possibilidades iniciais.
Esse CD pode ser ouvido em caso ou no carro, e em cada caso as sensações serão diferentes. Se a opção for comprar um CD com os movimentos mais conhecidos interpretados por apenas um pianista , a sensação será ainda outra. O indivíduo que compra esse último CD ou que ouve no rádio essa interpretação vai ter a certeza de estar ouvindo uma obra de Mozart e pode até sair assobiando pelas ruas as partes que "comprou". Mas o que ouviu é algo bem diferente da obra original. Observa-se fato semelhante quando um obra literária de grande expressão, como a de Machado de Assis, por exemplo, é reduzida a pedaços ou a resumos, como os difundidos nos cursinhos para que os alunos obtenham alguma informação que lhes permita resolver as questões propostas nos vestibulares. Eles não terão o conhecimento ou a sensação que decorre da leitura integral de um livro desse autor, mas até poderão "achar" que leram e conhecem Machado de Assis , quando apenas tiveram contato com resumos e pedaços desconectados de uma obra inteira. Esses alunos estão consumindo um sanduíche quando poderiam estar saboreando com prazer um jantar bem elaborado.

Adaptações Especiais do Sistema Digestório Em Mamíferos


O comprimento do intestino varia de acordo com o tipo de alimentação do animal. Nos herbívoros pode atingir 28 vezes o comprimento do corpo , pois, como os alimentos vegetais são de difícil digestão , quanto mais tempo permanecerem no interior do intestino, maior será a eficiência desse processo. O intestino dos animais carnívoros é mais curto , apenas três a quatro vezes o comprimento do corpo, pois a carne é mais facilmente digerida que os vegetais. Nos animais onívoros , que são os que se alimentam tanto de vegetais como de animais, o intestino tem comprimento intermediário entre o dos herbívoros e o dos carnívoros. A celulose presente nos vegetais ingeridos não é digerida pela maioria dos animais. Apenas alguns herbívoros digerem a celulose por ação de bactérias que vivem em mutualismo no trato digestório. Nesse tipo de relação , os micro-organismos recebem como vantagens um ambiente favorável à sua sobrevivência e alimento para suas atividades vitais; o animal, por sua vez, tem a vantagem de aproveitar o produto da digestão da celulose. É o caso dos cangurus, ratos e coelhos, que possuem a primeira região do intestino grosso , o ceco, muito desenvolvida , onde vivem as bactérias que degradam a celulose. No caso dos mamíferos ruminantes , como bois e cabritos , essas bactérias vivem associadas ao estômago, que nesses animais é grande e subdividido em quatro compartimentos: rúmen ou pança; retículo ou barrete; omaso ou folhoso; e abomaso ou coagulador. O alimento ingerido entra primeira ou rúmen e depois no retículo.  Nesses dois compartimentos, as plantas ingeridas são amassadas por ação da musculatura do estômago e ocorre a digestão da celulose pelas bactérias que vivem aí. Parte da celulose digerida é absorvida no rúmen. Periodicamente o alimento é ruminado, ou seja, é regurgitado, voltando à boca, onde é mastigado e novamente deglutido. Quando bem particulado , passa para o omaso onde há absorção de água, e  deste para o abomaso, onde ocorre a parte da digestão que se dá por ação de enzimas produzidas pelo estômago do ruminante.

Sistemas Radiculares


Existem dois tipos principais de sistema radicular nas angiospermas: o pivotante ou axial, típico das eucodicotiledôneas, e o fasciculado, típico das monocotiledôneas. No sistema radicular pivotante há uma raiz principal , chamada pivotante ou axial, derivada da primeira raiz que surge na germinação da semente. Dela partem várias outras , laterais ou secundárias, que podem apresentar ramificações , razão pela qual esse sistema é também conhecido por sistema radicular ramificado. No sistema radicular fasciculado não há raiz principal, pois a raiz primária , originada na germinação da semente , logo degenera. Da base do caule partem numerosas raízes relativamente finas, formando um feixe ou cabeleira. Como não derivam de uma estrutura radicular , essas raízes são chamadas adventícias. Em muitas monocotiledôneas , como a grama de jardim, o sistema fasciculado é pouco profundo e forma um emaranhado que se adere às partículas do solo. Graças a essa característica , essas plantas são muito utilizadas para prevenir a erosão dos solos. Esses dois sistemas radiculares (pivotante e fasciculado) são os mais comuns, mas existem outros tipos relacionados com a adaptação das plantas a diferentes condições ecológicas.

Genes e Ambiente


O objetivo do Projeto Genoma Humano é conhecer as informações genéticas da espécie humana,  que obrigatoriamente vão gerar grande número de testes para toda e qualquer propensão genética. Esse conhecimento certamente terá maior capacidade de prever o futuro das pessoas, gerando novos problemas éticos para a sociedade. Será necessário reavaliar , também, a linha que separa o ético do não-ético. Fatores genéticos , como sabemos, não determinam de forma definitiva as características das pessoas; elas derivam em parte de componentes genéticos e em parte de componentes ambientais. Dizemos que uma característica (fenótipo) é o produto da interação de genes (genótipo) com com o ambiente. Dessa forma , não é possível determinar a priori e de maneira absoluta como será um indivíduo a partir de seus genes.
Existem características determinadas unicamente pelos genes, como é o caso de mutações no gene da distrofia. De forma oposta, há aquelas que se devem principalmente ao ambiente , como o idioma que ela fala (apesar de a capacidade de falar , qualquer que seja o idioma , fazer parte das características genéticas humanas). A maioria das características fenotípicas é determinada pela interação de grande número de genes com diferentes fatores ambientais. É cada vez maior o poder da Genética de analisar os genes humanos, permitindo que um lado da equação seja voluntariamente alterado. O que as pessoas esquecem , fascinadas com os conhecimentos dessa ciência , é que existe o outro lado da equação. O ambiente , tão importante quanto a Genética, sofre manipulação humana há séculos. Assim, linhas divisórias terão de ser determinadas simultaneamente no campo genético e no campo ambiental. Imagine, por exemplo, um teste capaz de determinar se uma pessoa tem propensão à esquizofrenia. Testes como esse seriam um dos resultados mais controversos do Projeto Genoma Humano, pois muitas pessoas provavelmente seriam contra a utilização desse teste para empregar um indivíduo ou determinar o preço de seu seguro-saúde. Qual seria a reação das pessoas se a sociedade estivesse preparada para utilizar o resultado desse teste com o objetivo de evitar que alguém com a tendência à esquizofrenia conseguisse um trabalho com maiores probabilidades de induzir o aparecimento da doença? Nos casos de genes envolvidos em propensões a doenças, tanto o ambiente quanto o genótipo determinam sua ocorrência. Sendo assim, qualquer julgamento deverá considerar dois lados da equação. A fim de garantir que as decisões sejam determinadas por uma interação entre o conhecimento científico e o ambiente no qual a ciência existe, precisamos garantir que todas as pessoas tenham uma compreensão mínima dos avanços da Genética.

Além Da Europa - Pearl Habor


Após a ocupação nazista da França , a influência e a força do Japão na região do Pacífico se tornaram mais fortes , inquietando os Estados Unidos, que eram seus concorrentes diretos. Em dezembro , diante de interesses expansionistas , da falta de acordos diplomáticos e do boicote comercial norte-americano, os japoneses promoveram um ataque-surpresa a Pearl Habor. No Havaí, atingindo uma grande concentração da esquadra ianque no Pacífico. Até maio de 1942, explorando sua vantagem militar inicial , os japoneses realizaram várias conquistas no Sudeste Asiático, sobretudo, nas regiões que eram antigas colônias britânicas e francesas.
Ao mesmo tempo, a Alemanha , aliada do Japão, declarou guerra aos americanos. A junção das frentes do Pacífico , do norte da África e da Europa tornou o conflito verdadeiramente mundial. Entre 1942 e 1943 , houve inversão de tendências na ofensiva militar . Os Estados Unidos , com seu enorme potencial industrial, promoveram um salto gigantesco em sua industria bélica, passando à produção maciça de aviões , porta-aviões , tanques , etc. Com a aproximação entre Grã-Bretanha , EUA e URSS , os aliados tornaram-se superiores em armas , suprimentos e soldados. Diante desse quadro, a vitória dos aliados passou a ser uma questão de tempo. As nações do EIXO não estavam preparadas para uma guerra tão longa.

Especulação Imobiliária


A expansão das grandes metrópoles do mundo subdesenvolvido ocorreu de forma rápida e desorganizada , por conta da inoperância governamental das grandes empresas imobiliárias. A população mais pobre foi se distanciando do centro devido ao preço elevado dos imóveis e do aluguel. Além disso, com os conjuntos habitacionais, o Estado restringiu , de modo geral, o acesso à moradia somente à periferia das cidades, apesar da existência de vistos terrenos vazios entre a periferia e o centro. As empresas imobiliárias lotearam as cidades de acordo com os interesses de valorização de seus imóveis no mercado. Este modelo de ocupação urbana tornou-se , assim, amplamente favorável à especulação imobiliária.
Em alguns casos, a ocupação da periferia das cidades faz com que o poder público construa as benfeitorias necessárias ao atendimento dos novos núcleos de povoamento, como linhas de transporte , pavimentação , rede de água e esgoto , eletrificação e outros. As novas infra-estruturas instaladas acabam atingindo também os terrenos vazios situados no espaço intermediário da cidade. Tais terrenos , muitos de propriedade de grandes empresas imobiliárias , constituem um bem estocado para fins especulativos, cuja valorização conta principalmente com a ausência de um planejamento urbano adequado e de investimento do Estado. No caso da Grande São Paulo, uma das três maiores áreas metropolitanas do mundo, esses terrenos chegam a representar cerca de um quarto da superfície total da cidade.


As Fontes Alternativas


A enorme participação das fontes não renováveis na oferta mundial de energia coloca o mundo diante de um desafio: a busca por fontes alternativas de energia. E isso é urgente , pois o mundo pode, literalmente , entrar em colapso se forem mantidos os atuais modelos de desenvolvimento socioeconômico , com base no consumo de petróleo. As resoluções estabelecidas pela maioria dos países nas conferências sobre o clima do planeta, como o Protocolo de Kyoto , que envolvem questões ligadas ao aumento das temperaturas médias do ar na Terra , exigem uma nova postura por parte dos governos em relação à produção de energia .
Isso só pode ser conseguido com investimentos em tecnologias para a geração de energia limpa. É preciso considerar também o fato de que um terço da população mundial não tem acesso à energia elétrica e que o fornecimento de eletricidade é uma condição básica para a melhoria da qualidade de vida das pessoas , sobretudo no contexto da Revolução Industrial , em que a informática dinamizou o acesso à informação, via Internet, e traz novas exigências para a inserção no mercado de trabalho. Há diversas fontes alternativas disponíveis , exigindo desenvolvimento tecnológico para que possam ser rentáveis e, consequentemente , utilizadas em maior escala. Entre elas , destacam-se o sol, o álcool, o vento , o calor da Terra, o carvão vegetal e o biogás.